0 Corcovado: Trilhas, Rios, Praias e a Rotina no Parque - Blog do Rodrigo - 1000 dias

Corcovado: Trilhas, Rios, Praias e a Rotina no Parque - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Corcovado: Trilhas, Rios, Praias e a Rotina no Parque

Costa Rica, Osa

A neblina dá ares de mistério ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

A neblina dá ares de mistério ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


O Parque Nacional Corcovado tem uma área grande demais para ser explorada a pé, a não ser para pesquisadores que têm meses a sua disposição. Para visitantes mais “comuns”, como nós, é preciso escolher uma área do parque, para nela se concentrar nos exíguos dias de permanência na região. A área do parque é dividida em alguns “núcleos” que podem receber turistas e, felizmente para nós, um deles, o núcleo Sirena, tem em sua pequena área tudo aquilo que o visitante está procurando: trilhas na mata, acomodação, rios, praias e, acima de tudo, a rica fauna que todos procuram quando vêm para cá.

Em praia de Bahía Drake, pronta para viajar para o  Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Em praia de Bahía Drake, pronta para viajar para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Como expliquei no post anterior, pode-se chegar ao núcleo Sirena através de uma árdua caminhada de dia inteiro vindo de Carate, na área de Puerto Jimenez, ou diretamente de barco, a partir de Bahía Drake. Na verdade, há um terceiro caminho, outra caminhada de dia inteiro, cruzando a península pelo seu interior. Alguns viajantes mais intrépidos chegam por aí e se vão pela trilha de Carate. Para quem tem tempo, parece uma boa alternativa, conhecendo as várias facetas do parque. De qualquer maneira, seriam dois dias inteiros só de caminhadas e nós não tínhamos esse tempo. Optamos pelo acesso de barco para poder passar pouco mais de um dia apenas ao redor do núcleo Sirena, fazendo nossas explorações. Para quem tem um pouco mais de dinheiro no bolso, pode-se voar para lá também! Sirena tem um rústico aeroporto de pista de grama que acomoda pequenos aviões. Vimos e ouvimos dois deles pousando e decolando no meio da selva, numa exótica cena que nos lembra filmes de Indiana Jones...

Em Bahía Drake, embarcando para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Em Bahía Drake, embarcando para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


De barco, a caminho do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

De barco, a caminho do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Para nós, que optamos pelo barco, o dia começa cedo. Pouco depois das cinco da manhã já estamos de pé, ainda em Bahía Drake. Uma curta caminhada nos leva até a praia, ainda vendo o sol nascer. Na pequena cidade, os poucos hotéis mais chiques e também algumas agências de viagem organizam tours ou excursões de um dia até Sirena. Os barcos partem um pouco depois das seis, chegam ao parque 07:30 e, no início da tarde, dependendo do horário da maré, trazem os turistas de volta. Levam seus guias e comida para o lanche, caminham por algumas das trilhas e dão aos visitantes um gostinho do parque. No nosso barco, éramos os únicos que íamos para ficar, levando roupas, barraca, sacos de dormir e comida para as refeições. Estávamos indo com um grupo de hoje e voltaríamos com um grupo de amanhã. Sempre seguindo as valiosas dicas do nosso amigo guia que encontramos em Puerto Jimenez.

Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Quinze minutos depois de termos deixado Bahía Drake para trás e após passarmos pelo último dos hotéis mais chiques, começamos a bordear a área do parque. A densa mata ainda estava envolta na neblina da manhã, um ar de mistério no ar, uma terra virgem a ser explorada. No trecho final, o piloto da lancha tem de ser habilidoso para driblas as fortes ondas do mar, a última “defesa” do parque para que possamos, enfim, desembarcar.

Caminhando na mata para o lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Caminhando na mata para o lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Não há sinais de civilização na praia, exceto por umas poucas pegadas. Bem no ponto que descemos, uma falha na mata mostra ser a entrada de uma trilha. Por ali chegam os caminhantes que vieram de Carate. A trilha se embrenha para o interior, quase dois quilômetros no meio da mata para chegar até as casas e abrigos que formam o núcleo de Sirena. Já nesse caminho, para quebrar logo o gelo, tivemos um emocionante encontro com a fauna local. Mas isso é assunto para o próximo post, dedicado inteiramente ao maior atrativo do Corcovado: a possibilidade de ver de perto a vida animal em seu próprio habitat.

Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Caminhando em trilha do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Caminhando em trilha do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Chegando à sede do núcleo Sirena, somos recebidos por um guarda-parque que nos mostra o local, o mapa de trilhas e as regras a serem seguidas durante nossa estadia. Por exemplo, nada de caminhar de noite! Depois das seis, todo mundo ali, ao redor do lodge! Nada de dar sorte ao azar!

AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano

AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano


Cozinhando um delicioso jantar na cozinha do lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Cozinhando um delicioso jantar na cozinha do lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Sirena tem um número limitado de camas em dormitórios para receber visitantes. Mas, como já havia nos avisado o guia em Pueto Jimenez, é muito melhor ficar na barraca mesmo. A razão: o intenso calor que faz por ali! Os quartos são muito quentes e as barracas, armadas em um cômodo sem paredes, mas com teto para nos proteger da chuva, ficam bem mais arejadas. Principalmente porque podemos montá-las sem a parte de cima, já que estamos sob um teto. Fica só a parte de tela para nos proteger dos insetos. É engraçado ver, dez ou doze barracas montadas pela metade, apertadas nessa pequena varanda, o interior de cada uma completamente a vista para quem passar ali do lado.

Comendo um saboroso frango xadrez no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Comendo um saboroso frango xadrez no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Temos acesso a banheiros com água corrente e a uma grande cozinha comunitária, melhor local para socializar com os outros visitantes, principalmente na hora do jantar, quando estão todos ali. A Ana resolveu inovar dessa vez e preparou para o nosso jantar um delicioso frango xadrez. Tínhamos também arroz e suco, uma verdadeiro banquete para aquelas condições. Depois do dia inteiro de caminhadas, não poderia ter sido melhor. As outras refeições (café da manhã e lanches) foram todos feitos à base dos tradicionais sanduíches. Saíamos para percorrer as trilhas com duas pequenas mochilas, uma para a máquina fotográfica e outra para o lanche e comíamos no meio da mata mesmo, ou ao lado do rio, ou na extensa praia, sempre com o cuidado de trazer o lixo de volta.

Flores vermelhas se destacam em meio ao verde da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Flores vermelhas se destacam em meio ao verde da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Uma vez instalados, estudamos bem o mapa de trilhas. São diversas delas, para todas as direções, com extensão de poucos quilômetros. Com um pouco de planejamento, é possível combiná-las em loops de forma a quase não repetir caminhos. Algumas trilhas seguem ainda mais para o interior, outras nos levam até a praia e algumas vão em direção aos dois rios que marcam os limites do núcleo Sirena.

Rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. O aviso é por causa dos tubarões e dos crocodilos!

Rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. O aviso é por causa dos tubarões e dos crocodilos!


O rio Sirena, frequentado por crocodilos e tubarões, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

O rio Sirena, frequentado por crocodilos e tubarões, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Um dos rio é o que deu nome a essa área: Sirena. É o mais caudaloso e nadar ali é proibido, além de não ser mesmo muito recomendável. A razão é simples: suas águas são frequentadas por crocodilos e tubarões. Isso mesmo, tubarões! Quando a maré está enchendo, os tubarões-touro entram rio adentro procurando alimento; Não é muito sábio estar em seu caminho. Normalmente, apenas as grandes marés lhe dão espaço para cruzar pela foz, mas nunca é bom arriscar. Além disso, mesmo que eles não estejam por lá, tem sempre o risco dos crocodilos. Assim, o melhor é apenas caminhar pela sua orla, olhos atentos para ver se observamos algo mais “interessante”.

Procurando tubarões-touro na foz do rio Sirena, Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Procurando tubarões-touro na foz do rio Sirena, Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Garças na foz do rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Garças na foz do rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


O outro rio é o Claro. Com menos água, é por ele que cruzam os caminhantes que vem de Carate. Na maré baixa, claro!. Um pouco mais acima, no leito, pedras e corredeiras afastam tubarões e crocodilos e formam belas piscinas naturais, convite irrecusável para um bom mergulho. Aí relaxamos no final da tarde do nosso primeiro dia no parque, depois de muitos quilômetros de trilhas percorridas. Tanto gostamos que arrumamos tempo para voltar no dia seguinte, antes da nossa volta, para um novo e refrescante mergulho.

O rio Claro, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

O rio Claro, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Nadando no belo e seguro rio Claro, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Nadando no belo e seguro rio Claro, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Aliás, além do rio Claro, a única outra opção para se refrescar são os chuveiros do lodge. A extensa praia de mar também é tentadora, mas nadar aí não é aconselhável Tanto pelas pedras como pelos tubarões-touro que, dizem, estão sempre por ali. Percorrendo as várias trilhas, passamos algumas vezes pela praia e aí observamos um inesquecível pôr-do-sol. Desses de cinema, o sol entrando devagarinho na água, a densa mata atrás de nós, natureza pura de todos os lados. Tudo isso a sós, eu, a Ana e aquele pedaço maravilhoso de mundo chamado Corcovado. A trilha sonora era de pássaros e macacos, cantando e gritando. Um espetáculo!

Caminhando na praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Caminhando na praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Trilha nos leva até o mar, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Trilha nos leva até o mar, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Do alto de um 'mirante', observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Nesses nossos dois dias em Sirena, creio que haviam umas outras cinquenta pessoas por lá. De noite, no lodge, fica movimentado. Mas quando saímos às trilhas, ficamos completamente sós (estou me referindo a seres humanos!), cruzando pessoas apenas a cada 30 ou 40 minutos, todos envoltos em suas próprias explorações. Pelo histórico e pelo que observamos, a área é bem segura, tanto com relação aos animais como a outros “perigos” também. Por exemplo, nesses dois dias, lá estavam dois grupos de mulheres, estudantes em San Jose. Vieram caminhando sem guias, cada grupo com cinco meninas, e por aqui perambulavam para lá e para cá, sem que ninguém as molestasse. Era até meio surreal caminhar no meio da mata por uma hora sem ver ninguém (exceto os bichos) e, de repente, cruzar com elas em sentido contrário, cinco moças de biquíni voltando do rio. “Será que estamos no meio de uma mata primária nos confins da Costa Rica, ou estamos em um resort?”, era a dúvida que vinha na minha cabeça, diante daquela situação inusitada.

Curtindo o entardecer no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Curtindo o entardecer no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Um belíssimo pôr-do-sol na costa do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Um belíssimo pôr-do-sol na costa do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica


Enfim, essas cerca de 30 horas no parque foram suficientes para percorrermos quase todas as trilhas, algumas mais de uma vez, e observarmos uma incrível quantidade de animais selvagens. Essa é, sem dúvida, a parte mais emocionante da viagem! Do momento em que pusemos os pés na praia até a hora de retornar, esperando junto com os barqueiros até que a maré enchesse e pudéssemos partir, a vida selvagem sempre esteve ao nosso redor, no alto das árvores, no solo da floresta, voando, caminhando ou nadando, Assunto para o próximo post!

Admirando o mágico pôr-do-sol e o céu colorido de 50 tons de laranja no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

Admirando o mágico pôr-do-sol e o céu colorido de 50 tons de laranja no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica

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