Poconé e a Transpantaneira - Blog do Rodrigo - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Übersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jidö)

lugares

tags

Bichos cachoeira Caverna cidade deserto Estrada história Lago Mergulho Montanha Parque Praia Trekking trilha vulcão

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Islândia Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Antártida Há 2 anos: Estados Unidos

Poconé e a Transpantaneira

Brasil, Mato Grosso, Poconé, Porto Jofre

Início oficial da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Início oficial da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Ainda no final da tarde de ontem, deixamos a Chapada dos Guimarães para trás, seguindo para o sul. Foram pouco mais de 60 quilômetros até a capital Cuiabá, a qual apenas cruzamos mais uma vez, e outros 120 quilômetros até Poconé, portal de acesso ao Pantanal Norte. Será apenas quando voltarmos do Pantanal, em dois dias, que vamos parar na capital, na nossa terceira passagem pela cidade, já na nossa rota para o Mato Grosso do Sul.


O roteiro da Transpantaneira, saindo de Poconé (A), ao sul de Cuiabá e chegando à Porto Jofre (B). A ideia original era que a estrada chegasse à Corumbá, no Mato Grosso do Sul

A pequena e pacata cidade de Poconé está no meu radar desde meados da década de 90, por causa do grupo mineiro Skank e seu hit “Samba Poconé”. Desde então, meu imaginário criou uma cidadezinha meio nordestina em pleno Pantanal, cheia de bares onde se dançava forró e onde a noite ia longe. Pura imaginação pois, como disse, a Poconé de verdade é bem pacata. Nós dormimos por aqui duas vezes, na ida e na volta e, na segunda noite, fiz questão de sair para uma cerveja, mas realmente, por mais que eu tivesse idealizado, essa não é uma Itaúnas pantaneira.

Portal de entrada de Poconé, no Mato Grosso

Portal de entrada de Poconé, no Mato Grosso


Igreja matriz de Poconé, no início da rodovia transpantaneira, no Mato Grosso

Igreja matriz de Poconé, no início da rodovia transpantaneira, no Mato Grosso


Não, a fama real de Poconé não vem de seu forró ou samba. Vem do fato dela ser o ponto inicial de uma das mais singulares rodovias brasileiras, a Transpantaneira. Essa estrada foi mais uma tentativa do governo militar nos anos 70, assim como a Transamazônica, de colonizar e levar o “progresso” aos mais isolados rincões do território brasileiro. A ideia original era atravessar todo o Pantanal, ligando Poconé à Corumbá, na época parte de um mesmo e único Mato Grosso. Mas a rodovia parou pela metade, nas margens do rio Cuiabá, no que viria a ser a fronteira do Mato Grosso e Mato grosso do Sul, assim que o estado foi desmembrado, alguns anos depois.

A Fiona passa sobre uma das mais de cem pontes da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

A Fiona passa sobre uma das mais de cem pontes da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


A Fiona passa sobre uma das mais de cem pontes da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

A Fiona passa sobre uma das mais de cem pontes da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Dizem que os construtores da estrada não esperavam tantas dificuldades, principalmente na época das cheias. São cerca de 140 km de estradas de terra e quase 120 pontes, quase todas de madeira. A construção parou exatamente na travessia do mais largo rio da jornada, o que requeria investimentos maiores. Que sorte para a flora e fauna desse lugar de características únicas no mundo, a maior planície alagável do planeta.

Fiona atravessa ponte na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Fiona atravessa ponte na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


A Fiona se enche de pó ao cruzar a  Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso

A Fiona se enche de pó ao cruzar a Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso


Sorte da natureza, sorte nossa também. A parte construída da estrada é nosso melhor acesso às belezas e segredos do Pantanal, dando-nos a chance de chegar mais perto dessa região sem depender de passeios caros e demorados. Na época da seca, justamente agora, é possível a qualquer carro percorrer essa estrada, desde que se tenha paciência por dirigir por longos trechos de estrada reta e poeirenta. A recompensa será a visão de diversas espécies de animais, entre aves e peixes, mamíferos e répteis, todos em seu ambiente natural, vivendo como viviam já há milhares de anos nessas mesmas planícies alagadas.

Pássaros bloqueiam a rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Pássaros bloqueiam a rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


A Ana filma revoada de pássaros na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

A Ana filma revoada de pássaros na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Para nós, o ideal seria mesmo podermos seguir diretamente até Corumbá, sem ter de dar a longa volta rodeando o Pantanal. Fizemos várias pesquisas na internet para saber se isso era possível, mas quase não há informações. O rio Cuiabá pode ser cruzado de balsa, mas isso deve ser agendado com antecedência e não é muito barato. Depois, do lado de lá, há uma rede de pequenas estradas de fazendas e, acompanhados de um guia ou com muita raça, coragem, GPS e mantimentos, é possível seguir para o sul e, eventualmente, chegar à região de Corumbá. Tem de ser feito na época da seca, mas foi só quando chegamos aqui que conseguimos um pouco mais informações sobre esse incrível e desconhecido roteiro. Mas aí, nossa programação já era outra. Essa grande aventura, a chance de conhecer um Pantanal que poucos conhecem, vai ter de esperar...

Gaviões nos esptreitam na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Gaviões nos esptreitam na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Um tucano nos observa enquanto dirigimos pela Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso

Um tucano nos observa enquanto dirigimos pela Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso


Um lindo pássaro nos observa em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no  Mato Grosso

Um lindo pássaro nos observa em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso


Enfim, só a chance de percorrer a Transpantaneira ida e volta já foi um presente. Como disse acima, essa é uma das melhores maneiras de se ver o Pantanal de forma independente, para quem não tem um bom barco de pesca. Ao longo da estrada, são inúmeras as chances de ser ver pássaros como o famoso tuiuiú, os milhares de jacarés que disputam espaço nas praias e lagoas, as simpáticas capivaras e até animais como búfalos, veados, antas e as enormes emas. Para quem tem muita sorte, até onças são avistadas na estrada, embora esse seja um encontro mais raro. Mas, para quem gosta de pássaros, não é preciso nenhuma sorte: são dezenas de espécies e elas estão por todos os lados.

O belo cenário da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

O belo cenário da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Fim de tarde na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Fim de tarde na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Já a paisagem, ela é mais bela na época das cheias, quando a água ocupa boa parte da planície. Mas aí, a própria estrada pode ser interrompida e apenas veículos grandes e/ou tracionados que costumam percorrer esses quilômetros enlameados. Além disso, com tanta água por ali, fica mais difícil avistar a vida selvagem, que não precisa mais se acumular em poucos pontos de água, como é agora.

Grupo de turistas sai de barco para passeio em rio ao lado da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Grupo de turistas sai de barco para passeio em rio ao lado da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Excursão de turistas na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Excursão de turistas na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


A maior parte do turismo no Pantanal é feito na sua porção sul, do lado do Mato Grosso do Sul. Os turistas viajam para as fazendas localizadas na região e de lá, em excursões, percorrem os rios de barco ou as planícies de cavalo. Não é um turismo barato e quase sempre tudo é feito através de pacotes, que inclui transporte, acomodação e pensão completa. Difícil escapar de grupos e do “esquema”. Uma alternativa são as excursões de pesca, para quem gosta dessa atividade. Os barcos entram no coração do pantanal e, para quem tem disposição de passar alguns dias navegando e comendo peixe, pode ser uma boa alternativa.

Um jacaré nada solitário em lagoa ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um jacaré nada solitário em lagoa ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Um jacaré em meio a folhagens ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um jacaré em meio a folhagens ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Mas, para quem quer depender das próprias rodas, a melhor opção é mesmo a Transpantaneira, do lado norte do Pantanal. Mas dormir ao longo da estrada também não é barato. Diárias acima de 400 reais em hotéis que nem são luxuosos são a norma, a única alternativa sendo ir e voltar no mesmo dia ou então, enfrentar uma noite em uma barraca. Aqui, pelo menos, é mais fácil escapar dos pacotes, e como estamos com nossas próprias rodas, é possível nos programarmos para apenas uma noite mais cara, ao invés de termos de comprar pacotes de três, quatro ou até sete dias. Pagando quinhentos reais por dia, uma semana vai sair mesmo bem caro...

Uma das muitas revoadas de pássaros na nossa passagem pela Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso

Uma das muitas revoadas de pássaros na nossa passagem pela Transpantaneira, região de Poconé, no Mato Grosso


São dezenas de espécies de pássaros ao longo da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

São dezenas de espécies de pássaros ao longo da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Enfim, aqui no Pantanal norte, acho que uma noite é o mínimo que se deveria ficar. Afinal, além de percorrer toda a estrada, certamente o ponto alto da viagem é um passeio de barco, o que costuma tomar várias horas. A maioria dos hotéis está localizada na primeira metade da estrada e esses passeios são realizados em um rio que está a meio caminho entre Poconé e Porto Jofre, no rio Cuiabá. Portanto, boa parte dos turistas só vai até aí. Mas, sinceramente, as maiores belezas estão mesmo na parte final da estrada e o passeio de barco no próprio rio Cuiabá é muito mais promissor. Há uns poucos hotéis ao redor do quilômetro 100, onde nós ficamos, e um hotel bem caro bem no final da estrada, em Porto Jofre. Daí, saem passeios de barco que percorrem o rio e seus afluentes e é onde as chances de se ver onças são maiores, principalmente nessa época do ano. Na verdade, é o melhor lugar do mundo para se ver onças e nós, que estamos percorrendo a América atrás delas, depois de 3 anos sem conseguir, estávamos colocando todas as fichas nessa oportunidade.

Um lindo pássaro voa sobre a Fiona na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um lindo pássaro voa sobre a Fiona na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Tuiuius atravessam calmamente a rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Tuiuius atravessam calmamente a rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Por isso, toda a nossa programação girou em torno disso. Tínhamos de fazer esse passeio de barco, portanto tínhamos de passar uma noite por ali. A melhor opção eram os hotéis mais próximos de Porto Jofre e, para chegarmos até lá, o melhor é fazer a estrada bem cedinho, quando as possibilidades de avistamento de animais são bem maiores. Ou então, no final da tarde e início da noite. Com esses horários e ideias em mente, montamos a programação: uma noite em Poconé, saímos bem cedinho para fazer a estrada, vamos até Porto Jofre para conhecer toda a Transpantaneira e retornamos um pouco, até nosso hotel. No dia seguinte, vamos cedinho para Porto Jofre e fazemos nosso passeio de barco de dia inteiro. Por fim, no final da tarde, já escurecendo, percorremos toda a estrada de volta, para chegarmos de volta à Poconé e aos preços civilizados novamente!

Um grupo de emas no início da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um grupo de emas no início da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Tuiuius sãos comuns ao longo da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Tuiuius sãos comuns ao longo da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


E assim foi. Logo cedo saímos de Poconé e, quanto mais nos afastamos da cidade e mais pontes atravessávamos, mais entrávamos no Pantanal, sensação de estarmos longe da civilização e em plena natureza. Logo de início, já vimos as gigantescas emas, os maiores pássaros das Américas e não demorou muito para começarmos a avistar os tuiuiús, os mais pesados pássaros do mundo a voar. Com sua grande mancha vermelha na altura do pescoço, são mesmo inconfundíveis, marca registrada do Pantanal, seja no Brasil, seja na Bolívia, onde já o tínhamos visto. É mesmo um pássaro enorme, principalmente quando está voando, com suas asas abertas. Ver um bicho desse tamanho, mas com destreza de levar pequenos ramos em sua boca para construir seus ninhos, trabalho sempre em equipe (casal!) foi mesmo emocionante!

Um tuiuiu constroi seu ninho ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um tuiuiu constroi seu ninho ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Um casal de tuiuius descansa em seu ninho na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Um casal de tuiuius descansa em seu ninho na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


O lindo voo do tuiuii, na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

O lindo voo do tuiuii, na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Além dos tuiuiús, são cegonhas, tucanos, araras, periquitos, gaviões, martins-pescador e um sem número de espécies que fazem a alegria de ornitólogos e bird-watchers do mundo inteiro. Mesmo para leigos como nós, ver uma revoada de andorinhas é uma coisa, mas uma revoada de enormes cegonhas é outra!

São milhares de jacarés ao longo da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

São milhares de jacarés ao longo da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Capivara em meio a jacarés ao lado da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Capivara em meio a jacarés ao lado da Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Além dos pássaros, o que mais se vê são jacarés. Às centenas! Um verdadeiro congestionamento deles nas praias que se formam ao longo dos lagos ao lado da estrada. O interessante é que aqui no Pantanal, eles não estão no topo da cadeia alimentar. Eles são comida costumeira de onças, essas assim as rainhas do pedaço. Mesmo tuiuiús e capivaras não parecem temer esses répteis de cara feia, pois caminham entre eles tranquilamente. Por mais de uma vez, vimos capivaras descansando tranquilamente entre dezenas de jacarés. Acho que são tantos peixes no cardápio que eles nem olham para os mamíferos e aves.

Encontro com jacarés na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Encontro com jacarés na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Uma capivara nos observa na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Uma capivara nos observa na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Falando em mamíferos, eu esperava ver mais capivaras, mas nem foram tantas assim. Ficamos muito mal acostumados com os llanos, na Venezuela, onde tínhamos visto milhares delas. Aliás, também influenciados pelos llanos, estávamos esperando ver uma infinita planície alagada por aqui, mas talvez pela época do ano, achamos tudo bem seco, uma lagoa aqui e outra ali. Foi só chegando mais Perto de Porto Jofre que começou a aparecer aquela paisagem mais clássica do Pantanal, mas ainda longe daquelas imagens cinematográficas que passavam na antiga novela da Rede Manchete, que marcou época na TV.

Encontro com um veado ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Encontro com um veado ao lado da rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Encontro noturno com búfalos na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Encontro noturno com búfalos na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Mas, voltando aos mamíferos, além das capivaras, também observamos uns poucos veados, duas enormes antas, alguns porcos do mato e os poderosos búfalos. Esses, vimos de noite, já na nossa viagem de volta, horário em que costumam ocupar a estrada. Aí, é preciso negociar com a manada a passagem da Fiona, sensação de estarmos na África. Levam boa vida por aqui, perto dos terrenos alagadiços que tanto amam e longe dos leões, seus únicos inimigos naturais. Já as antas, essas não, são arredias e tratam logo de correr para se esconder. Afinal, sua inimiga natural, a onça, pode estar ali por perto.

Encontro com uma anta na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Encontro com uma anta na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Encontro com coruja na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Encontro com coruja na Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


Uma linda arara azul em nosso hotel na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso

Uma linda arara azul em nosso hotel na rodovia Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, no Mato Grosso


E assim foi nossa passagem por essa estrada, parte da nossa experiência pantaneira, cujo ponto alto seria mesmo o passeio de barco. A noite foi num hotel bem gostoso e simples, longe de tudo e de todos, céu estrelado e comida caseira. Bem cedinho, fomos acordados pelo canto estridente das araras azuis, que se reúnem àquela hora nas palmeiras do hotel. Não muito longe dali, a meio caminho do rio Cuiabá, foi onde encontramos a pesada e assustada anta e também uma enorme coruja, bem tranquila, no alto de sua árvore. Encontros bem especiais, mas que apenas antecipavam outro encontro ainda mais especial que nos aguardava ao longo dos barrancos do rio Cuiabá. Mas isso é outra história...

Chegando à Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no  Mato Grosso

Chegando à Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso


Encontro com turistas espanhóis em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no  Mato Grosso

Encontro com turistas espanhóis em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso

Brasil, Mato Grosso, Poconé, Porto Jofre, Bichos, Estrada, Pantanal, Transpantaneira

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Post anterior O grandioso cenário da Chapada dos Guimarães na área conhecida como Cidade de Pedra, em Mato Grosso

Despedidas da Chapada

Post seguinte Um inesquecível pôr-do-sol navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Navegando no Pantanal

Comentários (4)

Participe da nossa viagem, comente!
  • 20/11/2013 | 16:58 por Luis

    Onde está o post das onças?
    Se passar por nossa cidade na descida, dê um alô!
    Vamos ver se dará para fazer o post da trip no mochileiros.com. Ainda nem fiz a trip do Chile para colocar no site.Estou devendo pra eles!
    Grande abraço!

    Resposta:
    Grande Luis

    Já vi que vc achou o post das onças!

    Precisamos marcar esse nosso encontro, vai ser uma honra!

    Um grande abraço

  • 26/10/2013 | 15:44 por Luis

    Onde está o post das onças?
    Se passar por nossa cidade na descida, dê um alô!
    Vamos ver se dará para fazer o post da trip no mochileiros.com. Ainda nem fiz a trip do Chile para colocar no site.Estou devendo pra eles!
    Grande abraço!

    Resposta:
    Olá Luis

    Vc já achou o post das onças, né?

    http://www.1000dias.com/rodrigo/oncas/

    Vamos sim marcar esse encontro na "nossa cidade". Queremos muito conhecê-los pessoalmente!

    Um grande abraço

  • 25/10/2013 | 09:18 por Luis

    Fala Rodrigo,
    Nós tivemos a grande sorte de ver uma pintada tempos atrás dormindo em uma prainha à beira do rio Pixaim. Ela estava a 2 minutos de voadeira do hotel fazenda que ficamos. Cara, foi sensacional!! Agora, esta anta tb foi um privilégio heim? Bicho raro de se ver.
    Grande abraço e sábado começa a trip pelo Peru.
    Mandei em seu e-mail as dicas dos PNs e RNs do sul do Chile.

    Resposta:
    Olá Luis

    Pois é, o Pantanal sempre nos traz muitas surpresas. Nós tivemos uma temporada incrível por lá! Vc já viu os outros posts, com os encontros com as onças? Foi inesquecível! Já as antas, pudemos ver três delas. Que força!

    Já a sua viagem ao Peru, vai ser sensacional, tenho certeza! Já estou super curioso sobre como vai ser sua experiência em Choquequirao. Depois, vai ter de me contar tudo!

    Eu recebi o email com as dicas do Chile sim. Muitíssimo obrigado! Vou ler com todo o carinho! Vamos subir o país com toda a calma do mundo, de Torres del Paine à Santiago, em Janeiro de 2014! Mal posso esperar!

    Um grande abraço e uma excelente viagem!

  • 23/10/2013 | 12:09 por Rubens Werdesheim

    Terra de superlativos , aguas , animais e $$$$$$$$$$$$$$$.....com a copa então ,os preços serão estratosféricos...

    Post ótimo com fotos incríveis em um lugar incrível .

    Resposta:
    Olá Rubens

    Concordo plenamente! A Copa vai inflar ainda mais os preços, que já são altíssmos. Mas, ninguém pode negar, o Pantanal é uma experiência única! Dói no bolso, mas vale a pena!

    Um grande abraço

Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet