A Surpresa das Ruínas de Copán - Blog do Rodrigo - 1000 dias

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A Surpresa das Ruínas de Copán

Honduras, Copán Ruinas

Visitando as ruínas mayas de Copán, em Honduras

Visitando as ruínas mayas de Copán, em Honduras


Finalmente, depois de tantas ruínas mayas espalhadas por El Salvador, México, Belize e Guatemala, chegava a hora de conhecer a última delas no nosso roteiro centro-americano: Copán, em Honduras. Confesso que já estava meio enfadado de tantos templos e pirâmides no meio da selva e não esperava muito de Copán. Estava indo para lá mais pela obrigação de não deixar para trás um dos pontos turísticos mais conhecidos do país. Além disso, depois de conversar com algumas pessoas que já haviam estado por aqui, a impressão era de que, depois de Tikal, Caracol ou Palenque, seria difícil me impressionar com alguma outra coisa maya.

Admirado com as estelas e esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Admirado com as estelas e esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Conjunto de hieroglifos mayas em estela no sítio arqueológico de Copán, em Honduras

Conjunto de hieroglifos mayas em estela no sítio arqueológico de Copán, em Honduras


Pois é... nada como estar completamente errado nas expectativas. Copán foi uma das maiores surpresas que tivemos nesses últimos tempos, o sítio maya que, de longe, tem as esculturas mais bem elaboradas dessa civilização, além de uma quantidade enorme de hieróglifos em seus monumentos, estelas e templos. Com toda essa riqueza de dados e informações, a história de Copán é uma das mais bem estudadas dentre as antigas cidades mayas.

Ruínas mayas de Copán, em Honduras

Ruínas mayas de Copán, em Honduras


Escultura decorativa do campo de juego de pelotas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Escultura decorativa do campo de juego de pelotas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Nós chegamos aqui no meio da tarde de ontem e, antes mesmo de irmos à cidade buscar algum hotel, resolvemos explorar as ruínas. Ainda havia tempo hábil para isso e deixamos a manhã de hoje para conhecer o Museu de Esculturas, com várias das peças encontradas durante as escavações e trabalhos arqueológicos. A cidade ao lado do sítio arqueológico tem o sugestivo nome de “Copán Ruinas” e é uma das mais charmosas do país, cheia de restaurantes e pousadas atraentes. Se estivéssemos no México, certamente ela seria um dos “Pueblos Magicos”.

Araras coloridas voam entre turistas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Araras coloridas voam entre turistas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Arara e esquilo dividem o mesmo puleiro nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Arara e esquilo dividem o mesmo puleiro nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


As primeiras surpresas agradáveis foram ainda antes de entrar no sítio. Quase não havia turistas, que costumam visitar a cidade pela manhã, e guias e vendedores ambulantes não nos assediam por aqui, esperando que nós os abordemos. Soma-se a isso a sombra das frondosas árvores da entrada e tínhamos um clima bucólico e tranquilo, apenas o barulho dos pássaros ao longe. Por falar em pássaros, as araras vermelhas e multicoloridas foram muito comuns por aqui na época dos mayas e, depois de passar por perigo de extinção nas últimas décadas, estão sendo reintroduzidas no local. Com isso, é bem comum ouvi-las e vê-las voando por perto. Parecem arco-íris ambulantes, saídas de algum anúncio da Suvinil. Não é difícil entender porque faziam parte do panteão maya.

Diversas estelas e esculturas em grande praça nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Diversas estelas e esculturas em grande praça nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


O maio dos juegos de pelota nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

O maio dos juegos de pelota nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Depois de caminhar por uma longa alameda cercados por essas araras, chegamos diretamente á grande praça do sítio arqueológico, cercada por templos e palácios e preenchida por incríveis estelas e esculturas. “Estelas” são blocos de pedra marcados por hieróglifos com datas e relatos de eventos importantes, como batalhas, coroações de monarcas, nascimento e morte de grandes reis. São uma fonte inesgotável de informações para os historiadores de hoje. Em Copán, são dezenas de estelas, o mais rico acervo do mundo maya, com a história dos dezoito monarcas da dinastia que comandou Copán durante seus tempos de glória, entre os séculos V e IX da nossa era.

Representação realista de uma cerimônia maya em Copán, em Honduras

Representação realista de uma cerimônia maya em Copán, em Honduras


Árvores crescem sobre as ruínas mayas de Copán, em Honduras

Árvores crescem sobre as ruínas mayas de Copán, em Honduras


Copán estava localizada no extremo sul do mundo maya, um polo irradiador da cultura na fronteira da civilização. A ocupação do local já vem do primeiro milênio antes de Cristo, mas foi a chegada de um nobre do norte, provavelmente de Tikal, que deu origem a umas das mais bem sucedidas dinastias mayas. K’inich Yax K’uk’ Mo’ começou a reinar em 426 d.C. e ele e seus descendentes jamais esqueceram suas origens, mantendo sempre firme sua aliança com Tikal. Mas, ao longo do tempo, Copán foi ganhando luz própria, tendo sua própria área de influência, seu estilo arquitetônico e as mais avançadas técnicas na arte da escultura.

Pose de rainha maya nas ruínas de Copán, em Honduras

Pose de rainha maya nas ruínas de Copán, em Honduras


As incríveis estelas e esculturas mayas nas ruínas de Copán, em Honduras

As incríveis estelas e esculturas mayas nas ruínas de Copán, em Honduras


Templos foram sendo erigidos e a população foi crescendo ao longo do tempo, chegando a superar os 20 mil habitantes. A eterna aliança com Tikal representava também uma permanente inimizade com Calakmul, que disputava com a primeira o título de mais poderosa cidade maya. Com isso, Calakmul tratou de armar cidades próximas à Copán, para lhe fazer concorrência. Uma delas, Quirigua, uma antiga cidade vassala, se sublevou em 738 d.C., capturando o grande rei 18 Rabbit de Copán que, seguindo o costume da época, foi sacrificado na cidade vizinha, no mais duro golpe sofrido por Copán na sua história. Mas ela se recuperaria, com novos monarcas e, menos de 20 anos mais tarde, novos templos já estavam sendo erigidos novamente. O fim veio, assim como em outras cidades do Período Clássico, em meados do século IX, quando a escassez de alimentos e a superpopulação formaram uma mistura explosiva que destruiu monarquias, nobreza e enviou a população de volta ao campo e às matas.

Algumas esculturas ainda mantêm parte da cor avermelhada original nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Algumas esculturas ainda mantêm parte da cor avermelhada original nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Escultura maya nas ruínas de Copán, em Honduras

Escultura maya nas ruínas de Copán, em Honduras


A Copán abandonada passou a ser reocupada pela floresta e destruída pelo rio que mudava seu curso, até que, no séc XIX, foi redescoberta por exploradores e estudiosos. O curso do rio foi alterado artificialmente para que cessasse a destruição, enquanto a mata foi cortada e templos reparados. Escavações vem sendo feitas desde então, revelando incríveis segredos arqueológicos, como templos mais antigos escondidos sobre templos mais novos. Um desses, o templo de Rosalila, ainda com as cores originais, foi descoberto sob uma enorme pirâmide e uma réplica sua construída no Museu de Esculturas. Poder observar esse templo com sua cor vermelho-viva nos ajuda a imaginar como eram as cidades naquele tempo, cheio de cores que hoje, já quase não se vê. De uma hora para outra, o “nosso mundo maya” ficou muito mais colorido. E real! Graças à Copán!

A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

A incrível réplica do Templo de Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Ontem, nós percorremos as ruínas, seus palácios, templos, pirâmides e juegos de pelota. Duas coisas se sobressaem: as esculturas e a famosa “escalinata hieroglifa”. Essa última é o maior painel de hieróglifos da civilização maya, uma escadaria com cerca de 30 degraus completamente coberta de hieróglifos que contam toda a história da cidade e de seus governantes. Há pouco mais de uma década, a escadaria foi coberta por um enorme toldo, para protegê-la da chuva e do sol, que vinham danificando-a. Além disso, já há um bom tempo, não se pode caminhar sobre ela. O que podemos fazer é ficar ali, de frente, na sombra, venerando aquele verdadeiro tesouro, imaginando quanta coisa aqueles degraus já viram, certamente muito mais do que está escrito ali. Impossível não viajar no tempo e dar asas á imaginação, tentando ver aquele mundo diferente de 1.500 anos atrás, a escada um caminho entre hoje e essa época perdida.

Placa mostra como seria a escalinata hieroglifa na época de ouro de Copán, em Honduras

Placa mostra como seria a escalinata hieroglifa na época de ouro de Copán, em Honduras


A famosa 'escalinata hieroglifa', protegida por um grande toldo, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

A famosa "escalinata hieroglifa", protegida por um grande toldo, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


A outra coisa são as esculturas, muito mais elaboradas que as que tínhamos visto em outras ruínas. São deuses e monarcas representados em pedra, cheio de detalhes e expressões, algumas delas ainda com o resto das cores originais. Um espetáculo! Tão distintas são as esculturas de Copán que foi criado um museu apenas para elas, que vistamos na manhã de hoje. Mas acho que são as esculturas deixadas nos jardins e praças da cidade, ou encrustadas nas paredes de edifícios, no seu lugar original e perto dele, as que mais chamam a atenção, exatamente por parecerem ainda mais verdadeiras, no ambiente para o qual foram desenhadas e esculpidas.

Peças do Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Peças do Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Uma das esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Uma das esculturas nas ruínas mayas de Copán, em Honduras


Realmente, foi uma surpresa e tanto para nós. Ainda bem que nos demos ao trabalho de cruzar o país para aqui chegar. Para qualquer pessoa que queira, minimamente, conhecer o mundo maya, uma visita à Copán é obrigatória. Mas, além de obrigatória, é muito prazerosa. Não apenas pelas próprias ruínas e suas inesquecíveis esculturas, mas pela charmosa cidade de Copán Ruínas. Parece uma cidade histórica mineira, ruas de pedra, vida que passa bem devagar, pousadas charmosas e restaurantes saborosos, com mesas nas varandas e vista para a pequena cidade cercada de montanhas. Um colírio para os olhos e para o espírito.

A charmosa cidade de Copán Ruinas, em Honduras

A charmosa cidade de Copán Ruinas, em Honduras


Praça central da cidade de Copán Ruinas, em Honduras

Praça central da cidade de Copán Ruinas, em Honduras


Na pressa que estamos, não tivemos tempo para explorar as outras atrações da região, como rios encachoeirados e fontes de água quente que formam piscinas termais. Tudo a menos de uma hora da cidade, uma excelente base para explorações mais detalhadas. Nós tivemos de seguir em frente, deixar a Honduras mais visitada pelos turistas para trás e tentar conhecer um pouco daquilo que se esconde por trás das atrações mais conhecidas. Nosso próximo destino é a pacata cidade de Gracias, também no meio de montanhas e que já foi, nos seus primórdios, a primeira capital de toda a América Central. No próximo post, um pouco de sua história e também desse simpático país que começamos a conhecer...

Uma das faces da réplica em tamaho natural do Templo Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Uma das faces da réplica em tamaho natural do Templo Rosalila, no Museu de Esculturas, nas ruínas mayas de Copán, em Honduras

Honduras, Copán Ruinas, história, maya

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Ruínas de Copán

Comentários (4)

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  • 02/05/2013 | 10:26 por Rubens Werdesheim

    Essa dica para uma viagem de 15 dias é ótima.Sempre em frente !

    Resposta:
    É isso aí, Rubens

    E vale muito a pena!!!

    Um abraço

  • 24/04/2013 | 10:32 por Gustavo Mayer

    Olá meus Grandes Amigos !!!

    Que belíssima experiência em Copan heim !!

    Obrigado mais uma vez por possibilitar viajarmos um pouco com vc´s

    Que lugar Fantástico, ótima despedida do Mundo Maya

    E que venha o Mundo Inca!!! Sempre me frente meus amigos !!

    Beijos !!

    Resposta:
    Grande Gusta!!!

    Pois é, nesses lugares de arquitetura vistosa, sempre lembro dos amigos arquitetos! Sua orelha não esquentou não?

    Um grande abraço ao grande amigo!

  • 16/04/2013 | 10:25 por Marco

    Maravilhosas fotos, esculturas fascinantes, ótimo lugar para fazer um turismo arqueológico, só senti falta de fotos de dentro dos templos...
    Continuem trazendo mais histórias e mais sugestões de viagens interessantes.
    Um facho de luz, Marco

    Resposta:
    Grande Marco

    Elogios de um grande fotógrafo como vc valem em dobro!

    Então, o problema dos templos é que, ou não valem a pena a fotografia por dentro ou, quando vale, não é permitido...

    Quanto às histórias, ainda tem muita e muita coisa para publicarmos!

    Um grande abraço e outro facho de luz para vcs

  • 15/04/2013 | 21:31 por Moca

    Boa noite! da uma inveja danada visitar o site!?!? hehehe estou de certa maneira viajando com vocês... Abcs.

    Resposta:
    Olá Moca

    Inveja branca, certo? hehehe

    Então, a ideia do site é exatamente essa, que vcs possam viajar conosco!

    Um grande abraço

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